Se o caminho tinha 1km, eu já tinha percorrido 700m, e foi exatamente nesse ponto que me veio a forte idéia de desistência. Nunca fui tão forte numa auto-terapia. Tive coragem e olhei pra trás, então estabeleci uma meta, o que vinha pela frente não era nada perto do que já tinha ido embora. Na verdade olhar o passado sempre me conforta, a tendência é que as coisas melhorem, e se não melhorarem, olhando o passado eu tenho a certeza de que tudo realmente, passa.
Uma pessoa me falou que o ser humano, quando pensa que não agüenta mais, é sinal de que agüenta ainda 40% mais do que já aguentou.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
domingo, 7 de junho de 2009
Sabe, gente.
Sabe, gente.
É tanta coisa pra gente saber.
O que cantar, como andar, onde ir.
O que dizer, o que calar, a quem querer.
Sabe, gente.
É tanta coisa que eu fico sem jeito.
Sou eu sozinho e esse nó no peito.
Já desfeito em lágrimas que eu luto pra esconder.
Sabe, gente.
Eu sei que no fundo o problema é só da gente.
E só do coração dizer não, quando a mente.
Tenta nos levar pra casa do sofrer.
E quando escutar um samba-canção.
Assim como: "Eu preciso aprender a ser só".
Reagir e ouvir o coração responder:
"Eu preciso aprender a só ser."
07/06/09 04:09h, insonia, devaneios, lembranças, neném chorando.
É tanta coisa pra gente saber.
O que cantar, como andar, onde ir.
O que dizer, o que calar, a quem querer.
Sabe, gente.
É tanta coisa que eu fico sem jeito.
Sou eu sozinho e esse nó no peito.
Já desfeito em lágrimas que eu luto pra esconder.
Sabe, gente.
Eu sei que no fundo o problema é só da gente.
E só do coração dizer não, quando a mente.
Tenta nos levar pra casa do sofrer.
E quando escutar um samba-canção.
Assim como: "Eu preciso aprender a ser só".
Reagir e ouvir o coração responder:
"Eu preciso aprender a só ser."
07/06/09 04:09h, insonia, devaneios, lembranças, neném chorando.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
sábado, 23 de maio de 2009
livrai-me
Bão Balalão, Senhor Capitão, tirai este peso do meu coração.
Não é de tristeza, não é de aflição, é só de esperança, Senhor capitão!
A leve esperança, a aérea esperança... Aérea, pois não!
Peso mais pesado não existe não.
Ah, livrai-me dele, Senhor capitão!
Não é de tristeza, não é de aflição, é só de esperança, Senhor capitão!
A leve esperança, a aérea esperança... Aérea, pois não!
Peso mais pesado não existe não.
Ah, livrai-me dele, Senhor capitão!
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Sobremim

Quase sempre sou simpática. Sou entusiasmada, franca, filosófica, imediatista. Sou bicho do mato, antes de gostar analiso muito. Meu sorriso é constante e do que mais gosto é de viajar, conhecer pessoas e lugares e amo a liberdade. Tendo a precipitar-me em minhas conclusões e deprimo quando ansiosa. Meu temperamento compassivo, inspirado e supersensível age como um imã atraindo os estados emocionais das pessoas em volta. Sou pessoa objetiva, distante, ética e conservadora. Minha atitude de observadora faz com que não me sinta envolvida na vida borbulhante, mas nada como estar com amigos, poucos e bons, como costumam ser os meus. Penso por mim mesma, questiono autoridade, amo diversidade, o comum não me atrai. Tenho idéias engenhosas e intuição certa. Me interesso por ensinamentos antigos, orientais, acho o ser humano do passado muito mais inteligente e sábio que o contemporâneo. Por sinal tenho problemas com o ser humano contemporâneo. Estou mais voltada para aplicar as descobertas, invenções e minha natureza espiritual para melhorar a vida diária, apesar de me preocupar muito com outro plano. Não como carne. Como carne de marisco pois sou fraca o suficiente para dar como resposta pro meu não-vegetarianismo “peixes não têm memória!”. Não tomo refrigerante de espécie alguma. Sou contra o sistema, apesar de saber que esse discurso é hipócrita, já que sou publicitária. Sou muito engajada, abraço causas em favor da natureza, não jogo lixo na rua, fecho a torneira enquanto escovo os dentes, faço o possível pra fazer a minha parte, mas tenho medo de escuro, por isso uso mais a energia elétrica do que preciso. Sou apaixonada por tatuagens, quero ter a parte de trás do corpo lotada delas. Meu pai uma vez me falou “a tatuagem é a arte em que o bárbaro é perdoado pela beleza”. Tenho certa tendência ao isolamento, mas morro de medo da solidão.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Vida/Filme
Realmente eu já tinha parado pra pensar na vida como um filme, Carol, e ainda te digo que as partes mais legais são aquelas sem espectadores.
No meu filme sou uma boa diretora de fotografia, procuro escolher sempre os melhores cenários, os mais coloridos, pôr e nascer-do-sol, noite estrelada, essas coisas sempre dão um "quê" a mais no filme, ainda mais no meu, que o elenco é pequeno. Na verdade minha vida é como um filme do Almodóvar, poucos diálogos e inteligentes, cenas curiosas, personagens estranhos, histórias improváveis, um drama bem humorado que faz chorar sorrindo.
A trilha sonora sem dúvida é bossa'n roll, tem sempre aquela cena de angústia dentro do carro, que combina perfeitamente com The Song Remains The Same, "I had a dream, crazy dream, uhuuuu, anything i wanted to knowwww, any place i needed to gooooooooo". Ou aquele doce Vinicius me chamando de Formosa depois de mil desilusões amorosas, dizendo que se eu quiser ser sua namorada, ái que linda namorada, eu poderia ser... Como não se apaixonar pelas lembranças de coisas que não existiram? É aquela parte do filme em que escorre aquela lágrima solitária que seca antes de chegar no queixo.
Na verdade, a trilha sonora do meu filme é tão importante que as vezes chego a pensar nele como um musical.
O único problema é que ele não pode ser editado, quem dera passar o resto da vida-filme naquela cena linda que não sái da cabeça? Ou pelo menos passar aquelas partes mais chatas que não vão acrescentar em nada no clímax ou no final. Felizmente ou infelizmente, o roteirista não sou eu, tem alguém superior que escreve o enredo do filme e apesar de ser a diretora, só posso dizer como as coisas serão feitas, mas o que será feito já está escrito. Ou não, um diretor sempre acaba dando piteco e mudando um pouco do roteiro, basta ter jeitinho, se for brasileiro então...
Enfim, vou deixando por aqui uma parte comédia do meu roteiro, eu e uma coadjuvante muito importante contracenando num diálogo muito engraçado (pelo menos para quem viu a cena toda).
S: Com quem a Carol vai sair hoje de noite?
G: Não sei, ela disse que tem compromisso com outras pessoas antes de sair com a gente.
(Clima de dúvida no ar)
S: Que papo é esse?
G: Não sei
S: Se fosse eu, vocês diriam que é algum caso
G: Deve ser reunião da igreja, ou da faculdade
S: Jesus, Maria, José, valha-me Deus.
G: Pára! Tu sabes qual é o primeiro mandamento?
S: Qual? Não lembro, guardar segredo? Não usai um pinto em vão?
(Risos)
G: Para de ser profana! É Não dizei seu santo nome em vão!
S: Ta bom, não falo mais nada.
No meu filme sou uma boa diretora de fotografia, procuro escolher sempre os melhores cenários, os mais coloridos, pôr e nascer-do-sol, noite estrelada, essas coisas sempre dão um "quê" a mais no filme, ainda mais no meu, que o elenco é pequeno. Na verdade minha vida é como um filme do Almodóvar, poucos diálogos e inteligentes, cenas curiosas, personagens estranhos, histórias improváveis, um drama bem humorado que faz chorar sorrindo.
A trilha sonora sem dúvida é bossa'n roll, tem sempre aquela cena de angústia dentro do carro, que combina perfeitamente com The Song Remains The Same, "I had a dream, crazy dream, uhuuuu, anything i wanted to knowwww, any place i needed to gooooooooo". Ou aquele doce Vinicius me chamando de Formosa depois de mil desilusões amorosas, dizendo que se eu quiser ser sua namorada, ái que linda namorada, eu poderia ser... Como não se apaixonar pelas lembranças de coisas que não existiram? É aquela parte do filme em que escorre aquela lágrima solitária que seca antes de chegar no queixo.
Na verdade, a trilha sonora do meu filme é tão importante que as vezes chego a pensar nele como um musical.
O único problema é que ele não pode ser editado, quem dera passar o resto da vida-filme naquela cena linda que não sái da cabeça? Ou pelo menos passar aquelas partes mais chatas que não vão acrescentar em nada no clímax ou no final. Felizmente ou infelizmente, o roteirista não sou eu, tem alguém superior que escreve o enredo do filme e apesar de ser a diretora, só posso dizer como as coisas serão feitas, mas o que será feito já está escrito. Ou não, um diretor sempre acaba dando piteco e mudando um pouco do roteiro, basta ter jeitinho, se for brasileiro então...
Enfim, vou deixando por aqui uma parte comédia do meu roteiro, eu e uma coadjuvante muito importante contracenando num diálogo muito engraçado (pelo menos para quem viu a cena toda).
S: Com quem a Carol vai sair hoje de noite?
G: Não sei, ela disse que tem compromisso com outras pessoas antes de sair com a gente.
(Clima de dúvida no ar)
S: Que papo é esse?
G: Não sei
S: Se fosse eu, vocês diriam que é algum caso
G: Deve ser reunião da igreja, ou da faculdade
S: Jesus, Maria, José, valha-me Deus.
G: Pára! Tu sabes qual é o primeiro mandamento?
S: Qual? Não lembro, guardar segredo? Não usai um pinto em vão?
(Risos)
G: Para de ser profana! É Não dizei seu santo nome em vão!
S: Ta bom, não falo mais nada.
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