terça-feira, 14 de julho de 2009

olhar

Talvez agora eu não consiga exteriorizar o que passava há alguns minutos atrás na minha cabeça borbulhante, mas antes, antes enquanto eu andava, enquanto eu andava a cabeça borbulhava, enquanto eu pensava, olhava, justo enquanto eu olhava. Bom, eu literalmente agradeci a Deus por ver e enxergar. Nossa, eu me senti tão fascinada por esse sentido tão lindo que é a visão, eu agradeci, simplesmente agradeci cada olhar retribuído, cada vez que consegui olhar bem no olho, cada vez que um olhar seguia o meu. Não era flerte, não era nada, era apenas o usufruto de um sentido tão lindo e pelo qual, repito, estou fascinada, encantada. Talvez ninguem entenda, na verdade ninguem precisa entender até porque ninguem enxerga o que eu enxergo. Não da mesma forma.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

40%

Se o caminho tinha 1km, eu já tinha percorrido 700m, e foi exatamente nesse ponto que me veio a forte idéia de desistência. Nunca fui tão forte numa auto-terapia. Tive coragem e olhei pra trás, então estabeleci uma meta, o que vinha pela frente não era nada perto do que já tinha ido embora. Na verdade olhar o passado sempre me conforta, a tendência é que as coisas melhorem, e se não melhorarem, olhando o passado eu tenho a certeza de que tudo realmente, passa.

Uma pessoa me falou que o ser humano, quando pensa que não agüenta mais, é sinal de que agüenta ainda 40% mais do que já aguentou.

domingo, 7 de junho de 2009

Sabe, gente.

Sabe, gente.
É tanta coisa pra gente saber.
O que cantar, como andar, onde ir.
O que dizer, o que calar, a quem querer.

Sabe, gente.
É tanta coisa que eu fico sem jeito.
Sou eu sozinho e esse nó no peito.
Já desfeito em lágrimas que eu luto pra esconder.

Sabe, gente.
Eu sei que no fundo o problema é só da gente.
E só do coração dizer não, quando a mente.
Tenta nos levar pra casa do sofrer.

E quando escutar um samba-canção.
Assim como: "Eu preciso aprender a ser só".
Reagir e ouvir o coração responder:
"Eu preciso aprender a só ser."

07/06/09 04:09h, insonia, devaneios, lembranças, neném chorando.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

quarta-feira, 27 de maio de 2009

roots


esse eu que fiz

sábado, 23 de maio de 2009

livrai-me

Bão Balalão, Senhor Capitão, tirai este peso do meu coração.
Não é de tristeza, não é de aflição, é só de esperança, Senhor capitão!

A leve esperança, a aérea esperança... Aérea, pois não!
Peso mais pesado não existe não.

Ah, livrai-me dele, Senhor capitão!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Sobremim


Quase sempre sou simpática. Sou entusiasmada, franca, filosófica, imediatista. Sou bicho do mato, antes de gostar analiso muito. Meu sorriso é constante e do que mais gosto é de viajar, conhecer pessoas e lugares e amo a liberdade. Tendo a precipitar-me em minhas conclusões e deprimo quando ansiosa. Meu temperamento compassivo, inspirado e supersensível age como um imã atraindo os estados emocionais das pessoas em volta. Sou pessoa objetiva, distante, ética e conservadora. Minha atitude de observadora faz com que não me sinta envolvida na vida borbulhante, mas nada como estar com amigos, poucos e bons, como costumam ser os meus. Penso por mim mesma, questiono autoridade, amo diversidade, o comum não me atrai. Tenho idéias engenhosas e intuição certa. Me interesso por ensinamentos antigos, orientais, acho o ser humano do passado muito mais inteligente e sábio que o contemporâneo. Por sinal tenho problemas com o ser humano contemporâneo. Estou mais voltada para aplicar as descobertas, invenções e minha natureza espiritual para melhorar a vida diária, apesar de me preocupar muito com outro plano. Não como carne. Como carne de marisco pois sou fraca o suficiente para dar como resposta pro meu não-vegetarianismo “peixes não têm memória!”. Não tomo refrigerante de espécie alguma. Sou contra o sistema, apesar de saber que esse discurso é hipócrita, já que sou publicitária. Sou muito engajada, abraço causas em favor da natureza, não jogo lixo na rua, fecho a torneira enquanto escovo os dentes, faço o possível pra fazer a minha parte, mas tenho medo de escuro, por isso uso mais a energia elétrica do que preciso. Sou apaixonada por tatuagens, quero ter a parte de trás do corpo lotada delas. Meu pai uma vez me falou “a tatuagem é a arte em que o bárbaro é perdoado pela beleza”. Tenho certa tendência ao isolamento, mas morro de medo da solidão.